📩Você já conhece nossa Newsletter oficial?Inscreva-se gratuitamente aqui
01/04/2017

Cruel indiferença

Por Pedro Quiamax

Ela sempre passava, todo dia,
às nove da manhã, pontualmente,
e com o seu jeitinho displicente
olhava para mim, mas não me via!

Ainda assim eu me alegrava
e na manhã seguinte, outra vez:
- pelo sim, pelo não, quiçá, talvez -
esperançoso eu a aguardava.

Anos a fio a sena se repetiu
até que, de repente, ela sumiu,
entretanto, jamais a esqueci!

Finalmente, depois de muitos anos,
encontrei-a no mar dos desenganos,
inda assim, fez que não viu que eu a vi.


PFA/
Publicidade
[ Espaço Reservado para Anúncio AdSense ]
« Publicação AnteriorTempo, compasso e descompasso!Próxima Publicação »A rosa e o homem

Comentários (0)

Não é necessário cadastro. Sua voz é bem-vinda aqui.