O cajazeiro
Ponto de encontro dos desocupados,
Ali ficavam, horas, assentados,
Os analistas da vida alheia,
Em tudo, e sem dó, metendo a peia.
Árvore centenária e frondosa,
Indiferente às falas maldosas,
O cajazeiro, imenso e generoso,
Dava sombra e fruto saboroso.
Depois de muitos anos de ausência,
Vi, ao voltar, que o tempo, sem clemência,
Havia vitimado o cajazeiro.
Mas, nem tudo morrera por inteiro,
Vejo e ouço, com saudade, a gritaria
E a bagunça que a gente fazia.
PFA/
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